Extrato de árvore conhecida como tramazeira (Sorbus aucuparia) protege contra a degeneração de neurônios produtores de dopamina em modelos in vivo para o Mal de Parkinson.

vogelbeeren
Tramazeira (Sorbus aucuparia). Fonte: Wikimedia Commons.

Pesquisadores sul-coreanos observaram que extratos do caule da tramazeira foram eficazes em proteger neurônios conhecidos como dopaminérgicos (DA), ou seja produtores de dopamina, em modelos animais para o Mal de Parkinson. Eles utilizaram o extrato em culturas de vermes C. elegans expostos ao MPP+ (1-methyl-4-phenylpyridinium ion), um agente químico que experimentalmente é tóxicos para os neurônios DA dos vermes. Os vermes que receberam o tóxico e o extrato da árvore sobreviveram mais dos que receberam apenas o tóxico (p < 0.01).

Em seguida, para comprovar que o extrato da tramazeira tabém protege contra forma geneticamente induzida da neurodegeneração, a equipe utilizou vermes geneticamente modificados que expressam em excesso o gene humano cat-2 indutor de neurodegeneração. Os neurônios dos animais que receberam o extrato da tramazeira apresentaram-se mais intactos do que os controle (p < 0.001 ), demonstrando a eficácia do extrato nesse modelo da doença.

Apesar dos resultados promissores contra as formas induzidas quimica e geneticamente da neurodegeneração, o extrato da tramazeira não apresentou eficácia na prevenção do acúmulo de alfa-sinucleína em vermes transgênicos, uma das características do Mal de Parkinson. Porém, animais tratados com o extrato apresentaram melhoras nas respostas dopaminérgicas comportamentais assim como obtiveram uma maior longevidade quando comparado aos controles.

Os autores concluem que mais estudos são necessários para descobrir os genes induzidos pelo extrato da tramazeira, e comentam que o extrato pode se tornar um candidato valioso para o tratamento do Mal de Parkinson.

O estudo liderado pelo Dr. Dong Seok Cha da Universidade de Woosuck, na Coreia do Sul, pode ser lido na íntegra em inglês no site do Journal of Pharmaceutical Biology.

Posted by: Dr. Adriano Barbosa-Silva, Bioinformatics Research Associate at the Luxembourg Centre for Systems Biomedicine, University of Luxembourg. Editor-in-chief of NDD News.

Referência

Cheon SM, Jang I, Lee MH, Kim DK, Jeon H, Cha DS. Sorbus alnifolia protects dopaminergic neurodegeneration in Caenorhabditis elegans. Pharm Biol. 2017 Dec;55(1):481-486.
http://dx.doi.org/10.1080/13880209.2016.1251468

Advertisements